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Título: Avaliação do impacto da gravidez na adolescência tardia como fator de risco para complicações obstétricas e neonatais
Autor(es): Matos, Marcos Antonio Almeida
Grassi, Maria Fernanda Rios
Correia, Luís Cláudio Lemos
Lopes, Antonio Carlos Vieira
Mascarenhas, Rita Elizabeth Moreira
Brito, Milena Bastos
Magalhães, Themístocles Soares de
Palavras-chave: Gravidez
Adolescência
Complicações
Data do documento: 2013
Editor: Escola de Medicina e Saúde Pública
Resumo: Verificar a hipótese de que a gravidez na adolescência apresenta riscos biológicos e sociais elevados para gestantes e recém-nascidos (RN) quando comparada à gravidez na idade adulta. MÉTODOS: Estudo prospectivo comparativo, envolvendo 100 adolescentes grávidas (10 a 19 anos) comparadas a um grupo controle de 100 grávidas adultas (20 a 36 anos), acompanhadas no Sistema Único de Saúde em Cruz das Almas-Bahia, entre novembro de 2009 a julho de 2010. As variáveis estudadas foram: cor, escolaridade, idade, situação conjugal, renda familiar, número de consultas ao pré-natal, local de pré-natal, idade ginecológica, gestação desejada ou não, tipo de parto, indicação de cesareana e peso ao nascer. Foram considerados os seguintes desfechos negativos: DHEG, CIUR, BPN, macrosomia, prematuridade. RESULTADOS: A prevalência de complicações biológicas nas adolescentes foi de 45% (Versus 43% para adultas, p=0,89). Não houve diferença significante entre as frequências de desproporção céfalo-pélvica (10%), distócia funcional (9%), aminiorrex prematura (6%), apresentação pélvica (4%) e doença hipertensiva específica da gestação (4%), baixo peso ao nascer (7%), sofrimento fetal agudo (6%), macrosomia (2%), prematuridade (1%) no grupo de adolescentes, comparadas ao grupo de gestantes adultas. Os fatores de risco socioeconômicos diferiram significativamente entre os dois grupos estudados. Metade das adolescentes era solteira (versus 30% das adultas), 45% morava com o conjugue (versus 72%), tinham renda familiar menor (1,23 salários versus 1,41), 6% não conheciam qualquer método anticoncepcional (versus 0%) e 12% usavam algum método contraceptivo (versus 32%). A gravidez não planejada ocorreu em 50% das adolescentes (versus 35%), o início da vida sexual e a primeira gravidez também ocorreram em idade menor nas adolescentes, comparada ao grupo de adultas, respectivamente 15,05 anos (versus 18,44 anos) e 16,26 anos (versus 26,15 anos). O número de parceiros sexuais foi semelhante nos dois grupos. CONCLUSÕES: Não houve risco biológico significativo na gravidez das adolescentes. Houve, entretanto, situação de vulnerabilidade social importante, caracterizada por início precoce da vida sexual, múltiplos parceiros, falta de conhecimento e de uso de métodos anticoncepcionais, alto índice de gravidez não planejada, necessidade de maior suporte familiar, e renda familiar média menor que as gestantes adultas.
URI: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/36
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